sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Encontro de negócios no espaço lusófono


A cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, vai receber, entre 22 e 23 de abril de 2013, o 7º Encontro de Negócios na Língua Portuguesa, sob o lema “Oportunidades e Desafios de um Novo Mundo Novo”, que tem por objetivo global estreitar laços e trocar experiências entre empresários e representantes de instituições públicas e privadas dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O 7º Encontro de Negócios na Língua Portuguesa é uma realização da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil e da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais e se propõe convidar empresários e representantes de entidades públicas e privadas dos países da CPLP a discutir os desafios econômicos e empresariais diante do cenário atual.
No encontro serão explorados temas como competitividade empresarial dos países de língua portuguesa e seus desafios em sustentabilidade, empreendedorismo, inovação e gestão de recursos naturais. Líderes e representantes dos oito países membros da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) se dedicarão a trocar experiências e apresentar projetos e oportunidades de investimentos. Fóruns, rodadas de negócios e feiras sobre turismo serão algumas das atrações do evento. As possibilidades de investimento serão muitas e o momento será propício para estabelecer novos negócios. O evento destina-se principalmente a empresários e profissionais liberais; autoridades políticas e diplomáticas; representantes de entidades de classe; representantes de instituições de classes; imprensa especializada e expoentes da cultura.
“O encontro será um momento para cada país ensinar e aprender também. Portugal, por exemplo, tem expertise tanto na geração quanto na distribuição de energias alternativas, como eólica, fotovoltaica, solar, infra-estrutura de estradas, tecnologia da informação, educação e turismo”, lembra Raul Penna, Presidente da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, defendendo que “as experiências positivas existentes em cada país da CPLP devem ser compartilhadas entre todos” neste encontro sobre negócios no espaço lusófono.
Os oito países que integram a CPLP vivem realidades muito diferentes. Entretanto, as experiências positivas existentes em cada país devem ser compartilhadas entre todos, como preconiza Raul Penna. Um bom exemplo disso é a cooperação técnica já existente entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a empresa de desenvolvimento de agricultura de Moçambique, firmado na época do ex-presidente Lula.
efira-se que o Brasil tem experiência em geração de energia a partir de usinas hidrelétricas, agronegócio, pesquisa e extração mineral, educação e tecnologia da informação. Já Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Timor Leste têm carências enormes em relação à educação, infra-estrutura, agricultura, projetos de desenvolvimento, turismo, moradia, entre outros, e precisam desenvolver tais questões.
De acordo com Raul Penna, em entrevista publicada no sítio oficial do evento (ver aqui), o 7º Encontro de Negócios “tem como objetivo buscar uma maior aproximação entre governos, cada um com seu projeto de desenvolvimento, mas apresentando alternativas de sucesso nos campos de energia/sustentabilidade, turismo, tecnologia da informação, educação, cooperação técnica, infra-estrutura, logística e agronegócio”.
Mostrando-se esperançado no cumprimento dos objetivos traçados para o 7º Encontro de Negócios na Língua Portuguesa, o Presidente da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil acrescenta: “Faz parte das nossas expectativas e dos nossos objetivos que este evento contribua realmente para incrementar, em todos os níveis, as dinâmicas entre os oitos países e que reforce os laços que nos ligam. A difusão do trabalho que as Câmaras de Comércio têm desenvolvido é um pilar fundamental neste contexto.”

Edição: LPR COMUNICAÇÃO
lpr@lprcomunicacao.com.br
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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Fortaleza recebe feira internacional de calçados e artefatos



A indústria de calçados e acessórios de moda terá, a partir de setembro de 2013, um novo e importante ponto de encontro com o varejo especializado, na cidade de Fortaleza. A Feira Internacional de Calçados e Artefatos Norte/Nordeste (FICANN), que vai agregar a Nordeste Prêt à Porter – Feira Internacional de Negócios para a Indústria de Moda, Confecções e Acessórios, ficará sediada no Centro de Eventos do Ceará, o que, para governador do Estado, Cid Gomes, será apenas o início da chegada de outros grandes eventos do gênero.
A FICANN, cuja primeira edição se realiza entre 24 e 26 de setembro de 2013, será a primeira grande feira de negócios a ter a sua sede no novo Centro de Eventos do Ceará, fazendo com que Fortaleza tenha “uma participação maior nessa fatia importante que tende a crescer, que é o turismo de negócios, de congressos e de feiras", conforme afirmou Cid Gomes, na apresentação do evento, em Dezembro último, numa cerimônia organizada pela empresa cearense Prática Eventos, dirigida por Enid Câmara Vasconcelos, que será parceira de logística da FICANN.
A realização da FICANN nasce da iniciativa conjunta de duas das mais importantes promotoras de feiras de negócios do Brasil: o Grupo Couromoda e a Francal Feiras. “O Centro de Eventos do Ceará está transformando Fortaleza no mais importante pólo da região para atração de turismo de negócios”, afirma Francisco Santos, fundador do Grupo Couromoda. Já o presidente da Francal Feiras, Jamail Abdala, destaca a importância do Estado do Ceará no setor dos calçados, que, em 2008, “se tornou o maior exportador brasileiro em volume”. E sublinha o papel das regiões Norte/Nordeste no setor, que, juntas, “concentram quase metade da produção nacional de calçados e mais de um terço dos empregos diretos gerados pelo setor”. Ainda segundo Jamil Abdala, a Feira Internacional de Calçados e Artefatos Norte/Nordeste “é a coroação do empenho e do investimento do poder público, fabricantes e lojistas, que transformaram estas regiões num importante pólo produtor de moda”.
Uma visão positiva, aliás, partilhada por Cid Gomes: “A instalação no Ceará de grandes fábricas do Sul, não apenas aumentou a competitividade da indústria, mas teve também um impressionante efeito multiplicador. O Ceará e demais estados da região Nordeste respondem hoje por 43% da produção de pares de calçados do Brasil, 71% das exportações e 35% dos empregos industriais. Existe aqui, portanto, toda uma indústria que se beneficiará com a realização da FICANN.”
Na sua primeira edição, a FICANN ocupará 14 mil metros de área de exposição. São esperados 200 expositores, vindos de todo o Brasil. Durante o evento será feito o lançamento e venda de coleções em diferentes estilos e faixas de preço. A feira está aberta à participação de empresas de todo o Brasil, interessadas em desenvolver negócios no Norte e Nordeste.

Edição: LPR COMUNICAÇÃO
lpr@lprcomunicacao.com.br
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Os desafios da indústria brasileira


Roberto Macêdo, presidente da FIEC (IMAGEM: Sistema FIEC)

Inovação e produtividade são dois dos grandes desafios que se colocam à indústria do Ceará e do Brasil, para que o setor produtivo se desenvolva e volte a seguir o trilho do crescimento. Esta foi a ideia central deixada por Roberto Macêdo, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), num encontro com jornalistas, que se realizou esta semana, na Casa da Indústria, em Fortaleza, onde os industriais cearenses revelaram dados sobre o desempenho da economia em 2012 e traçaram as expectativas para 2013.
Roberto Macêdo fez o pronunciamento justamente um dia antes de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) anunciar que o Ceará fechou ano de 2012 com a produção industrial em queda. Após acumular sucessivas perdas, a produção industrial cearense fechou com retração de 1,3% no acumulado do ano passado. O movimento foi contrário à média da Região Nordeste (crescimento de 1,7%) e de estados da Região como Pernambuco (expansão de 1,3%) e Bahia (4,2%). A previsão da FIEC é reverter a trajetória de queda e crescer 4% em 2013, no que respeita à indústria de transformação, construção civil e serviços industriais de utilidade pública.
Focado na “construção das bases da indústria do futuro”, Roberto Macêdo lembrou um dado que serve de alerta ao setor produtivo brasileiro: “Já é de 20% o índice de participação de produtos industrializados importados no consumo dos brasileiros.” Há apenas 6 anos, esse índice não ultrapassava 10%. Isto significa que os brasileiros estão a consumir mais produtos importados, numa tendência “crescente e veloz”. Na opinião de Roberto Macêdo, “este cenário exige medidas arrojadas e apropriadas para revertê-lo”, o que implica colocar o foco “nas soluções que podem levar à melhoria da nossa produtividade e ao aumento da nossa competitividade”.
O presidente da FIEC aponta o caminho: “Temos que estancar o processo de perda de espaço junto ao consumidor e ampliar a nossa capacidade de atender o mercado interno e de aumentar as nossas exportações.”
Neste processo, os industriais cearenses consideram fulcral um “trabalho conjunto” entre o setor empresarial, as universidades e o Governo, “todos orientados por um projeto de País, com um agenda que vá do curto ao longo prazo, colocando o Brasil numa posição de destacado ator do mercado global”, enfatizou Roberto Macêdo, desvalorizando a política de incentivos seletiva lançada pelo Governo de Dilma Roussef, pois não tem estimulado os empresários a realizar novos investimentos. “Diminui o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da indústria automobilística, mas em seis meses ele acaba. Ninguém vai investir porque daqui a seis o imposto vai acabar”, argumentou.
Dando conta de alguns exemplos pioneiros de parcerias com universidades cearenses, Macêdo reconheceu que “o desafio maior do Sistema FIEC é atender as necessidades de empresas de todos os portes, onde quer que elas estejam localizadas”. Daí o esforço da FIEC, através de várias organizações do sistema – SENAI, SESI, IEL, INDI, CIN e FIRESO –, fortalecendo sua presença em diversas regiões do Ceará, com o objetivo de chegar a 8 pólos industriais do interior. “Assim, promoveremos a integração territorial do nosso parque industrial, contribuindo para harmonizar o desenvolvimento econômico e social do Ceará”, justificou Roberto Macêdo, lembrando, ao mesmo tempo, que a relação entre o Governo do Estado e a indústria “tem sido valorizada pelo governador Cid Gomes”.
O objetivo estratégico desta atuação da FIEC tem em vista “uma grande mudança cultural que nos leve a somar forças para recuperar e ampliar a nossa participação no mercado consumidor e aumentar a contribuição industrial para o desenvolvimento do Ceará”, afirmou o presidente da FIEC, que insistiu em falar do futuro: “Ao olharmos para o futuro estamos agendando os desafios que a economia do conhecimento impõe ao setor industrial. O conhecimento aplicado é hoje um misto de insumo e de motor da nova indústria, por sua capacidade de associar o tangível e o intangível e de fazer conexões entre a indústria, o comércio e a área de serviços. Combinando conhecimento e capacidade empreendedora, estaremos aptos a consolidar os setores atuais, fazer surgir novos setores, novas empresas, novos e mais qualificados postos de trabalho para gerar renda e desenvolvimento.”
Para isso, Roberto Macêdo revelou que o Sistema FIEC está mobilizando “todos os meios possíveis” para instalar centros de excelência setoriais, laboratórios de ponta, núcleos de energias renováveis, ampliação de escolas profissionalizantes, programas de valorização de talentos, de capacitação em gestão e de promoção da melhoria da qualidade de vida do trabalhador.

Edição: LPR COMUNICAÇÃO
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